Igualdade de Gênero, Raça / Etnia na Educação Formal

"Tente mover o mundo; o primeiro passo será mover a si mesmo."
Platão
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Para cada decisão, uma consequência. Para cada consequência, uma nova decisão.

Em um primeiro momento, pode parecer um tanto complicado falar em decisão, consequência ou em ambos. Por que ser complicado algo que deveria ser tão simples? Afinal, nossa vida consiste nisso: cada momento é uma escolha que temos que fazer e, em seguida, vêm as consequências. Porém, essas mesmas consequências exigem novas decisões. E caso alguém diga que não gosta e que não faz escolhas, que tudo o que vier será bem vindo, está assumindo que já fez a sua: a de não interferir em alguma situação que se apresente.

São tantas situações simples e corriqueiras que, às vezes, nem percebemos o quanto de escolhas fazemos em um único dia. Ao acordarmos temos as opções de levantar imediatamente ou continuar deitados por mais algum tempo, depois vem as opções de roupas para vestir (que dependem de outras opções como clima e tempo, disponibilidade, ocasião, etc), em seguida, do que comer ou não, do assunto a ser puxado com quem estiver presente (que também dependerá - e muito - de outras opções) e muitas outras que virão em enxurradas.
Escolhas e escolhas... erros e acertos... consequências... e novas escolhas. Cabe a cada pessoa transformar esses momentos em um círculo vicioso ou um círculo virtuoso. Isso é o Belo da essência humana: o livre arbítrio que se apresenta em todas as ocasiões. Saibamos fazer as escolhas certas, pois sempre elas trarão consequências a outras pessoas além de nós mesmos.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Carta de uma Mãe para outra em SP, após noticiário na TV

De mãe para mãe

Direitos Humanos para todos

Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependêcias da FEBEM em São Paulo para outra FEBEM no interior do estado.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros incovenientes decorrentes daquela transferência.
Vi também toda a cobertura que a midia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, entre outros.
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto.
Quero com ele fazer coro.
Enorme é a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma video locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando estiver você abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o túmulo do meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...
Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, viu? que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da FEBEM.
No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas 'Entidades' que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar os 'meus direitos'!


Direitos Humanos são para Humanos Direitos?

http://www.saomiguelnews.com.br/2010/05/carta-enviada-de-uma-mae-para-outra-mae.html